Arquitetura Corporativa durante e pós pandemia - Conheça o projeto para a PadTec

A realidade mudou. 

No mundo inteiro. 

Numa velocidade e intensidade nunca antes vista.

A dinâmica das relações mudou. Na vida pessoal e também no trabalho. 

A arquitetura dos espaços também precisou mudar e, mais do que nunca, numa rapidez e eficiência para não se tornar um obstáculo que pudesse impedir o fluxo dos negócios em momentos tão incertos.

Esta foi a principal demanda na reforma da PadTec. A empresa de tecnologia que funciona dentro do Pólis, em Campinas,  trabalha com fibra óptica e comunicação interligando as Américas e se viu com a necessidade de transformar a reforma que já faria numa reestruturação física completa imposta pelo novo modelo de trabalho descoberto por conta da pandemia.

O projeto foi pensado para atender a um novo sistema, com maior rotatividade de pessoal, funcionários em home office e necessidade de distribuição dos times em células. "Sobrou metro quadrado e o que ficou precisou ser otimizado, diferente, convidativo para que seja atraente para aquele colaborador que está no conforto do lar e queira sair pra ir para aquele espaço, confraternizar e ter o período de troca que também é importante", explica Renato Capoano. "O modus operandi das empresas nunca mais será o mesmo".

O ponto de partida para o projeto foi um levantamento feito pelo RH da empresa sobre o novo fluxo de colaboradores. A partir daí foi possível estabelecer o número de postos a ser criado, uma ocupação máxima dentro do modelo de rodízio. O primeiro resultado foi a redução de espaço em mil metros quadrados e a compactação em dois andares; o primeiro voltado para linha de produção e o segundo para administração, financeiro  e tecnologia. Todos integrados num único prédio.

Antes de iniciar a reforma propriamente dita, foi preciso traçar um cronograma de obra que não interrompesse a produção da PadTec, não só por conta das intervenções que seriam feitas nos ambientes mas também por causa da COVID 19. Com um fluxo maior de pessoas dentro da empresa, os cuidados com a higiene para evitar contaminação se tornaram ainda mais urgentes e a testagem das pessoas também para garantir que todos estavam aptos para trabalhar.

Com o novo conceito de rotatividade e distribuição  de espaços definido, toda a parte de staff da empresa foi colocada a baixo. Como não é a intenção que 100% dos funcionários voltem a trabalhar presencialmente antes da vacina, sendo mantidos na empresa apenas alguns times bem específicos e restritos, não foi necessário pensar em barreiras físicas ou mesas muito distantes. 

O quebra-quebra começou pelo andar de baixo, onde ficam a produção e laboratórios e as intervenções seriam mais simples de executar. O foco principal neste setor onde as bancadas eram mal distribuídas  foi rearranjar o espaço com um layout mais atraente. As bancadas de trabalho foram desligadas, o espaço foi reorganizado e depois as paredes começaram a ser erguidas. "A preocupação maior neste momento foi em não fazer muita poeira por causa dos componentes", diz Renato Capoano. 

Só com esta reorganização do espaço, a empresa ganhou vários ambientes. Um deles foi uma sala de coffee-break bem aconchegante com frigobar onde é possível agora fazer pequenas confraternizações.  Um dos materiais trabalhados na obra foi o cimento queimado, mesclando o cinza com o laranja, cores predominantes da empresa, com outras complementares para não deixar os ambientes visualmente monótonos. A demarcação dos espaços foi feita de uma forma divertida e geométrica - outro padrão da marca - com a aplicação de cores diferentes no piso e no forro. O conceito foi aplicado em todo o espaço interno para dar uma sensação de movimento. 

IMG_6268
IMG_6268
IMG_6288
IMG_6288
IMG_6290
IMG_6290

Foi criada também uma sala de  reunião voltada para entrevistas de novos colaboradores situada bem na entrada do prédio, garantindo, com isso, mais privacidade à área de produção. E, em função do novo cenário, com uma circulação menor dos clientes, sentiu-se a necessidade de destinar uma das salas criadas para a gravação de EAD  e poder  viabilizar, assim, os treinamentos  dos clientes sobre a tecnologia desenvolvida pela empresa. 

Sobrou espaço ainda para a criação de uma sala só para o armazenamento e a manutenção de máquinas com balcão de atendimento, laboratório com estufas para testes de produtos e ainda foram trocadas todas as catracas da recepção e feita a reforma completa de todos os banheiros, desde iluminação, hidráulica a louças e metais. 

 

Na sala de TI, o desafio era um imenso gradil com uma pegada bem de chão de fábrica que era visto logo de cara por quem entrasse na empresa. Ele foi substituído por uma parede de drywall mais moderna que causa agora um impacto visual bem melhor nos visitantes.

O miolo do prédio que antes era usado só para circulação, ganhou um deck de madeira, toldo retrátil para aumentar a área de copa externa, priorizando a ventilação e a iluminação natural.

IMG_6410
IMG_6410
IMG_6409
IMG_6409
IMG_6412
IMG_6412

No andar de cima se concentra o staff e o setor de tecnologia, foram construídas salas para presidência e diretoria com copa de apoio, uma nova recepção para a área executiva com uma pequena sala de espera e salas de reunião com configurações diferentes, outbacks e phonebooks com cores em degradè dando mais personalidade aos módulos. O setor de tecnologia também ganhou espaços mais reservados e confortáveis. E logo ao lado da área de staff, separado por um painel retrátil como divisória,  foi montado o auditório.  "Quando o auditório não estiver sendo usado", conta Renato, o arquiteto, "dá para abrir o painel e formar uma área de estar maior. Esta flexibilidade torna possível reunir toda a empresa, por exemplo, num dia especial, comemorativo. Criamos  alternativas para todo mundo conseguir trabalhar neste espaço. Não em mesas com cadeira, mas em sofás, pufes, poltronas ... e conseguir acomodar de alguma forma o computador".

IMG_6301
IMG_6301
IMG_6297
IMG_6297
IMG_6306
IMG_6306

Uma das prioridades durante a reforma foi trazer mais conforto também para os colaboradores do laboratório principal que concentra 42 torres responsáveis por milhões de reais em negócios onde são feitos os testes de fluxos de tecnologia . Embora seja essencial para a empresa, o setor apresentava uma série de problemas por dois motivos bem simples. Um deles era provocado por conta de um ar condicionado caseiro que não atendia as necessidades exigidas pelos equipamentos. A troca por um equipamento industrial pôs fim aos desligamentos automáticos no meio da madrugada e às manutenções a qualquer hora e trouxe a possibilidade de balancear a temperatura e umidade por igual em todo o espaço. O outro era o volume de ruídos acima do permitido, prejudicial à saúde dos trabalhadores. Vidros simples foram substituídos por camadas duplas  e mais espessas e encaixilhadas que conseguiram abafar o som e reduzir o barulho, deixando o ambiente dentro das normas.

Por fim, uma comunicação visual foi desenvolvida dentro e fora da empresa, além da instalação de totens com orientação. As salas, então, ganharam nomes dos países onde a empresa tem atuação.

IMG_6257
IMG_6257
IMG_6293
IMG_6293
IMG_6316
IMG_6316
IMG_6336
IMG_6336
IMG_6364
IMG_6364
IMG_6360
IMG_6360
IMG_6356
IMG_6356
IMG_6350
IMG_6350
IMG_6343
IMG_6343
IMG_6353
IMG_6353
IMG_6348
IMG_6348
IMG_6276
IMG_6276
IMG_6374
IMG_6374
IMG_6387
IMG_6387
IMG_6389
IMG_6389
IMG_6334
IMG_6334
IMG_6415
IMG_6415
IMG_6433
IMG_6433