O projeto de arquitetura para a Mutant é de longe um dos destaques de projetos que ficam fora da curva quando comparado com empresas do mesmo setor. Confira!

Pense numa empresa que gosta de impactar, que valorize o novo e que busque o diferente como forma de se expressar.

Agora, imagine esta empresa em expansão, comemorando a aquisição de novas empresas no setor de TI, atingindo suas metas num curto espaço de tempo e com vontade de marcar sua identidade arrojada.

Foi esta a empresa que contratou nosso escritório para dar personalidade ao prédio de 20 andares que ocupa na capital paulista e tem uma das vistas mais bonitas da Marginal do Rio Pinheiros.

Nosso propósito era dar vida aos espaços imprimindo a personalidade da empresa na identidade visual dos ambientes.

O prédio antigo, com mobiliário ultrapassado e a total falta de organização do espaço não combinava com o perfil arrojado da empresa de telemarketing que cria sistemas robotizados de atendentes virtuais para grandes empresas de telefonia.

A Mutant estava consciente da urgência de transformar sua imagem e do quanto a arquitetura poderia contribuir para melhorar os processos e estava disposta a investir numa transformação radical para se equiparar com outras empresas do mesmo setor que remetem ao estilo de arquitetura do Vale do Silício.

A ideia era apostar no desconstrutivo, cores múltiplas e fortes, em intervenções artísticas com intensidade.

No refeitório, logo no primeiro andar, que atende todos os outros andares, a ideia era colocar um leão dourado, feito em acrílico, em tamanho natural bem no hall de entrada como forma de manter bem forte a imagem arrojada com que a empresa se posiciona no mercado.

A inovação tinha que conquistar o olhar… começando com um piso diferente. Fugimos da tradicional combinação cimento queimado-madeira e lançamos mão de um vinilico colorido desenhado com listras que orientam o caminho para aos espaços reservados para a alimentação. Na saída do elevador, a sinalização visual indica à direita as mesas onde as refeições são feitas e à esquerda, a área de pias e lanches mais rápidos.

O nosso trabalho começou pelo refeitório e pela área de descompressão, onde o piso também foi projetado de uma forma diferente, com foco em trazer um pouco do acolhimento da natureza para dentro do espaço. Fizemos recortes no vinílico e substituímos o revestimento em algumas áreas por grama sintética, um desafio alinhar texturas e volumes tão variados. Na ambientação usamos computadores, jogos, um bob de pancada para desestressar o pessoal, videogames, Ping Pong e Pebolim. Construímos uma arquibancada onde jogamos futons para todos se largarem por ali. Integramos o agito ao descanso no mesmo andar. Do outro lado, criamos o espaço de relaxamento com grandes sofás no fundo pra deitar mesmo e redes pra descansar o corpo.

Os banheiros também ganharam uma atenção especial no processo. Eles ficam nos dois cantos extremos do prédio, tem uma estrutura pequena e, ao contrário da maioria das empresas, são células individuais. Quatro. Um ao lado do outro. Demos a cada um deles uma cor e uma linguagem diferente. Um recebeu espelhos triangulares, outro angulados. Usamos também desenhos, barris como pias.

As áreas de staff foram padronizadas em todos os andares. De um lado do elevador foram colocadas as mesas de trabalho, com painéis pretos feitos com vidro leitoso, sem transparência, onde com canetas coloridas se faz a comunicação dos times com metodologia ágil. Lousas foram aproveitadas como divisórias entre os espaços, dispostas em sentidos aleatórios. O lado oposto do andar foi destinado para reuniões informais, conversas mais reservadas ao telefone ou um trabalho mais concentrado. Em cada sala foram usados uma cor e um desenho diferente. Aliás, as cores foram muito bem trabalhadas em todo o projeto, além de fortes e variadas e interagindo com a iluminação, elas também serviram para dar identidade aos pavimentos. Em cada andar foi usada uma paleta diferente o que até diverge propositalmente do logotipo e identidade visual da empresa.

Linguagem que também foi aproveitada nos corredores  que dão acesso a uma vista privilegiada da Marginal, onde decidimos criar um espaço de estar para contemplar a paisagem.

E, para finalizar em grande estilo este projeto, foram convidados artistas da cidade (São Paulo) para imprimir sua criatividade nas escadarias do prédio. 

20 andares. 20 artistas.

Técnicas e estilos diversos para colorir com personalidade não só os degraus mas também paredes e teto. Uma tela em branco para materializar a imaginação e linguagem de cada artista. O que será que a Mutant inspira?

Capoano-contato

Escritório de arquitetura especializado em criação de

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