A mudança de cultura de uma empresa tradicional com mais de 40 anos de história. Conheça o nosso projeto para o CPqD.

O que a arquitetura tem a ver com aumentar a produtividade de uma empresa, ajudar a engajar melhor os colaboradores para que atinjam maiores metas e tornar o clima interno mais agradável para se trabalhar?

Estes foram os principais desafios estabelecidos como propósito do nosso projeto quando fomos contratados pelo CPqD para fazer uma reforma completa nas instalações do centro de pesquisa e desenvolvimento de Campinas.

 

Criada há mais de quarenta anos para servir ao Brasil no setor de Telecomunicações, com modelo de negócio apoiado em investimentos públicos, a instituição foi privatizada no final dos anos de 1990 e precisou passar por uma mudança radical de mindset para se manter próspera num mercado altamente competitivo, tornando-se mais atrativa para clientes e colaboradores e mais sustentável financeiramente.

A recente transformação incluiu uma profunda mudança estrutural de um modelo hierárquico e vertical para uma estrutura mais horizontal, com implementação de metodologias ágeis, alteração de marca e reposicionamento. Foi nesta etapa do processo, que nosso escritório entrou para redesenhar o ambiente de trabalho, impactar de forma positiva os clientes com uma arquitetura mais moderna e engajar os colaboradores.

 

Devido à falta de organização dos espaços, havia uma perda enorme, com uma taxa ocupacional com densidade muito alta, as baias eram fechadas, individualizadas e a área de trabalho para cada funcionário muito extensa.  A estimativa era de 6,7 m2 para cada posto de trabalho. O time de staff, diretoria e gerência que antes eram distribuídos por todo condomínio numa área total de 6 mil m2, agora estão reunidos num único prédio com 2.500 m2., o restante do espaço foi locado para outras empresas, o que gerou mais renda para a própria empresa.

Com a ideia aprovada, o primeiro passo foi jogar tudo no chão e começar do zero, desde piso, paredes, forro, até hidráulica e elétrica. De cara esbarramos num problema crônico, a falta de eficiência do sistema de ar condicionado, que apresentava máquinas potentes sem oferecer a mesma qualidade térmica em todos os setores, devido a uma má distribuição do ar jogado no ambiente. Além da troca completa da tubulação, foram instalados sensores que deixaram o sistema mais inteligente com regulagem e padronização da temperatura em todo o squad.

Os banheiros também foram demolidos porque se tornou urgente a adequação deles diante de um número maior de funcionários num mesmo prédio. Foi feita a troca dos revestimentos, forro, louças, metais, divisórias e automação das pias e mictórios. A copa também foi ampliada e no primeiro piso foi  feita uma ambientação mais humanizada para favorecer a convivência e promover a integração entre os colaboradores.

 

A cada parede derrubada, era como se diminuíssemos entre os colaboradores um pedacinho da resistência à mudança.

Os andares inteiros foram desmontados. Toda a área de trabalho foi quebrada para tornar o espaço mais colaborativo e compartilhado. O ambiente dos times foi aberto para que houvesse um contato maior entre eles. A nova proposta era facilitar o relacionamento e o andamento do trabalho com tomada de decisões mais rápida. Foi feito um mapeamento junto à empresa para distribuir melhor o espaço aproximando gestores e equipes. O squad foi dividido em times de vinte pessoas. As baias individuais deram lugar a mesas extensas ocupadas por dez colaboradores. Os gaveteiros foram substituídos por armários menores localizados próximo as mesas e no lugar de grandes salas de reuniões, pequenas cabines para encontros rápidos e privativos. 

Para evitar uma sequência de mesas e divisórias, criamos boxes para as salas de reuniões que foram colocados no centro do projeto. Eles serviram não só para dividir o espaço com mais dinamismo, mas também para aplicação das lousas usadas na nova gestão mais visual. Outra preocupação foi com a acessibilidade de espaços e mobiliários, até um elevador foi instalado no prédio. A paleta de cores usada seguiu uma orientação do departamento de marketing diante dos novos padrões estabelecidos pela marca.

 

Embora a reforma tenha sido ampla e estrutural, o foco maior ficou em estratégias para deixar o ambiente de trabalho mais confortável e funcional dentro de uma linguagem mais moderna e atrativa. O projeto já foi executado em dois andares, resta apenas um. 

O que se observou até agora foi uma redução significativa na quantidade de energia gasta em coisas improdutivas e no desgaste sofrido pelas pessoas, o que impactou diretamente no bem estar e engajamento do colaborador, que adquiriu mais confiança nas mudanças implementadas e se tornou mais seguro para se posicionar dentro do novo modelo cultural da empresa. 

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